Entrevista | Jornal de Letras | Paulo Lopes





 
Grande entrevista com o historiador Paulo Lopes na edição de 18 de setembro do JORNAL DE LETRAS sobre Um Agente Português na Roma do Renascimento.

«"Foi um cronista desse tempo?" Mais um repórter. Narra o que viu e dá-lhe um tom pessoal ...emotivo que não é da natureza do texto oficial. Aliás, nunca poderia dizer o que disse dos cardeais, das cortesãs, se fosse um texto dessa natureza porque, a Inquisição não o permitiria. O texto só tinha um destinatário, o Duque de Bragança, que pretendia ter justamente uma informação de bastidores. O fidalgo de Chaves participou por exemplo no Carnaval do Renascimento e é extraordinária a descrição que faz dos cardeais, das máscaras, das festas bacanais. Não encontramos esse tipo de informação naturalmente em missivas diplomáticas ou de agentes oficiais. Há momentos em que quase conseguimos sentir o cheiro das ruas, o colorido das pessoas, das festas. Daí a riqueza que acho que o texto tem e que valeu a pena explorar tão intensamente.»
 
 

Novidade editorial | 20 setembro em livraria

Novo prefácio
Edição revista e atualizada
«Estou hoje convencido que a distinção entre emoção e sentimento, a que dou tanto valor em O Sentimento de Si, não foi apenas muito útil para entender a neurofisiologia destes distintos fenómenos mas é também indispensável para compreender o alcance biológico dos sentimentos e o facto de que a experiência mental — e não apenas o respetivo substrato neural — tem, em si mesma, um papel importante a desempenhar na regulação da vida. Sem a possibilidade da experiência mental dos estados do corpo que os sentimentos nos proporcionam, não nos seria possível concentrar a atenção em certos problemas e em certas opções de resposta de modo a aceitar ou formular as melhores alternativas e de forma a rejeitar as menos boas.»
António Damásio