A Temas e
Debates propõe para o mês de fevereiro leituras entre a história, a política e
o pensamento contemporâneo. A partir hoje, 8 de fevereiro, pode encontrar em
livraria Porque Falham as Nações, A Concordata de Salazar e Rainhas
que o povo amou. Mas não é tudo. Ao longo do mês serão ainda publicadas
a História
da Medicina Portuguesa Durante a Expansão de Germano de Sousa e A
Crise da Dívida − Auditar, Anular, Alternativa Política de Damien
Millet e Éric Toussaint.
Novidade editorial | «Rainhas que o povo amou»
A vida, percurso, quotidiano,
amores, influência e jogos de poder Conheça, por dentro, o lado mais pessoal e
íntimo de duas das mais amadas rainhas de
Portugal…
8 de fevereiro em livraria.
Maria Pia de Saboia nasceu em 1847 em Turim, capital do reino da Sardenha. Era neta do rei Carlos Alberto, filha dos príncipes-herdeiros, Vítor Manuel de Saboia e Maria Adelaide de Habsburgo. Tornou-se rainha de Portugal em 1862, não tendo ainda 15 anos. A figura de Maria Pia tem sido tratada com displicência, dela se forjando uma imagem distorcida. O recurso a documentação privada permite rever profundamente a sua personalidade. Mulher inteligente, generosa, arrojada e majestosa, foi a rainha mais amada no século XIX, a que mais tempo «reinou» e a que mais contribuiu para a boa imagem da família real, apesar dos seus gastos. Manteve com D. Luís uma relação terna e cúmplice, inclusive em assuntos políticos. No reinado de D. Carlos exerceu ação diplomática até agora ignorada. Quanto ao rumor sobre a sua loucura após o Regicídio, não se encontraram provas que o sustentem. Faleceu no seu Piemonte natal em 1911, após 9 meses de exílio.
Novidade editorial | «A Concordata de Salazar»
A partir de documentação inédita, com pesquisa em
vários arquivos, incluindo o arquivo do Vaticano.
8 de
fevereiro em livraria
Ratificada
a 8 de Maio de 1940, a Concordata entre Portugal e a Santa Sé não foi
particularmente generosa na concessão de direitos especiais ou privilégios à
Igreja Católica, sobretudo se confrontada com instrumentos coevos de igual
natureza, como as concordatas assinadas por Mussolini, em 1929, e por Franco, em
1953.
Mais do que um tratado sobre matérias como o casamento
e o ensino – que iam sendo reguladas pelo direito interno –, a Concordata
portuguesa foi um instrumento de
propaganda do regime, sendo a sua assinatura alinhada propositadamente com
a abertura da Exposição do Mundo Português.
…
Na verdade, o Presidente do Conselho conseguiu,
através de um hábil jogo diplomático,
fazer valer as posições do Estado português face às pretensões da Santa Sé,
facto tanto mais surpreendente quanto a Igreja e a religião católica sempre
foram pilares essenciais da afirmação do regime salazarista.
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