Fevereiro 2013 | Temas e Debates

A Temas e Debates propõe para o mês de fevereiro leituras entre a história, a política e o pensamento contemporâneo. A partir hoje, 8 de fevereiro, pode encontrar em livraria Porque Falham as Nações, A Concordata de Salazar e Rainhas que o povo amou. Mas não é tudo. Ao longo do mês serão ainda publicadas a História da Medicina Portuguesa Durante a Expansão de Germano de Sousa e A Crise da Dívida − Auditar, Anular, Alternativa Política de Damien Millet e Éric Toussaint.
 



 

Novidade editorial | «Rainhas que o povo amou»



A vida, percurso, quotidiano, amores, influência e jogos de poder Conheça, por dentro, o lado mais pessoal e íntimo de duas das mais amadas rainhas de Portugal…
8 de fevereiro em livraria.

Estefânia de Hohenzollern-Sigmaringen nasceu em 1837 no principado de Sigmaringen, no atual estado alemão de Baden-Wurtemberg. Era neta do príncipe reinante, filha dos príncipes herdeiros e parente próxima dos Bonaparte. Rainha de Portugal pelo seu casamento com D. Pedro V em 1858, faleceu em Lisboa no ano seguinte. A sua curta vida, tão ao gosto romântico, foi rapidamente idealizada. Mulher instruída, com convicções políticas firmes e espírito reformador, foi, contudo, incapaz de ter a influência que desejava. Quanto à apreciação da relação conjugal, também aqui este livro se afasta da interpretação comum.

Maria Pia de Saboia nasceu em 1847 em Turim, capital do reino da Sardenha. Era neta do rei Carlos Alberto, filha dos príncipes-herdeiros, Vítor Manuel de Saboia e Maria Adelaide de Habsburgo. Tornou-se rainha de Portugal em 1862, não tendo ainda 15 anos. A figura de Maria Pia tem sido tratada com displicência, dela se forjando uma imagem distorcida. O recurso a documentação privada permite rever profundamente a sua personalidade. Mulher inteligente, generosa, arrojada e majestosa, foi a rainha mais amada no século XIX, a que mais tempo «reinou» e a que mais contribuiu para a boa imagem da família real, apesar dos seus gastos. Manteve com D. Luís uma relação terna e cúmplice, inclusive em assuntos políticos. No reinado de D. Carlos exerceu ação diplomática até agora ignorada. Quanto ao rumor sobre a sua loucura após o Regicídio, não se encontraram provas que o sustentem. Faleceu no seu Piemonte natal em 1911, após 9 meses de exílio.

Novidade editorial | «A Concordata de Salazar»



A partir de documentação inédita, com pesquisa em vários arquivos, incluindo o arquivo do Vaticano.

8 de fevereiro em livraria
 
Ratificada a 8 de Maio de 1940, a Concordata entre Portugal e a Santa Sé não foi particularmente generosa na concessão de direitos especiais ou privilégios à Igreja Católica, sobretudo se confrontada com instrumentos coevos de igual natureza, como as concordatas assinadas por Mussolini, em 1929, e por Franco, em 1953.
 
Mais do que um tratado sobre matérias como o casamento e o ensino – que iam sendo reguladas pelo direito interno –, a Concordata portuguesa foi um instrumento de propaganda do regime, sendo a sua assinatura alinhada propositadamente com a abertura da Exposição do Mundo Português.
Na verdade, o Presidente do Conselho conseguiu, através de um hábil jogo diplomático, fazer valer as posições do Estado português face às pretensões da Santa Sé, facto tanto mais surpreendente quanto a Igreja e a religião católica sempre foram pilares essenciais da afirmação do regime salazarista.